
Consumir já não é mais um simples suprir de nossas necessidades mais básicas. Somos levados a consumir de uma forma quase automática, levados pela imposição dos meios de comunicação e pelo desejo constante de estarmos dentro dos padrões ditados pela moda.
Que moda é essa que nos satisfaz pelo tempo inferior ao vencimento de nossos cartões de crédito? A volatilidade da moda nos leva ao desejo de consumir com uma freqüência cada vez menor.
O celular que compramos hoje, amanhã precisa ser trocado, não porque não atenda mais nossas necessidades, mas porque não supre mais nosso desejo de estarmos destacados numa sociedade que valoriza o ter.
Não conseguimos acompanhar o marketing que nos joga a todo momento na cara que devemos consumir para sermos realizados e felizes. Que felicidade é esta que nos aprisiona em símbolos de um falso ser? Somos mais que simples cabides ambulantes de marcas que ostentam glamour.
Nos tornamos propagadores da desigualdade social. Julgamos a pessoa pelo que ela consome, e criamos degraus sociais, excluindo e fazendo com que o outro entenda que só fará parte dos primeiros degraus quando se tornar também um voraz consumidor.
Distorcemos valores e nos tornamos desagregadores. Até quando seremos objetos na mão de um consumismo totalmente distorcido de valores? Nossa sociedade não valoriza mais o agregar conhecimentos, mas o agregar bens de consumo, transformando-se numa grande cultivadora de desigualdades.
Vamos consumir com responsabilidade, sem deixar de nos centrar no valor intrínseco de cada ser humano.
2 comentários:
Por isso ficou em primeiro lugar... amo o que escreve porque revelam o coração lindo que tem!
Amo vc!!!
Parabéns!!! Somente isso que posso desejar-lhe nesse caminho rumo ao sucesso. Palavras muito sábias e bem escritas. Deixo aqui registrado a minha eterna admiração pela grande pessoa que você foi, é e sempre será. Só resta-me repetir: Parabéns por essa vitória e por muitas que virão!!!
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