O que sempre
teve relevância foi onde está o nosso coração. Vivemos cercados de ideologias, de
normas ditadas pelos meios de comunicação que representando o interesse de
poucos, afetam toda uma nação. Perdemos a coragem de sermos nós mesmos. Andamos
sempre com um livrinho de como agir dentro do bolso, e em toda e qualquer
situação lá estamos nós a buscar o que fazer, o que agradará a maioria. E doce
(ou amarga?) ironia, nos tornamos uma multidão agindo contra o coração.
Eu ando
cansado dos rótulos. Dos que me imputam, e dos que acabo eu mesmo
sobrecarregando o outro.
Rotulamos as
pessoas que conhecemos, e até mesmo aquelas que nunca tivemos contato. Andamos
rotulando as personalidades.
Hoje em dia
todos alegam não ter tempo. E por isso, é tão mais cômodo atribuir um rótulo do
que despender tempo numa conversa mais profunda com o outro, na interação.
O rótulo que
damos a alguém a limita somente no que achamos. Talvez julguemos mais fácil
lidar com as pessoas quando já determinamos o que esperar delas. Mas isso
acarreta uma enorme frustração, porque as pessoas não seguem o roteiro que criamos para elas.
E em tantas
circunstâncias, acabamos nos escondendo atrás de máscaras, protegendo nossa
intimidade dessa loucura que é viver neste mundo. E aí, o rótulo vai sempre se
defasar da realidade.
Acredito que o
que esteja faltando seja perder o medo de sermos nós mesmos, de seguirmos o
coração ao invés do que nos impõem como mudança dos tempos.
E acima de
tudo, olhar as pessoas com olhar de esperança e muita fé.

Um comentário:
Concordo com você, o real e verdadeiro em nós está em nosso coração. Se seguimos nosso coração, não julgaríamos nem colocaríamos os absurdos rótulos em nosso próximo.
Abraços
Raquel
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