
Comecei a desvendar essa palavra na minha tenra infância. Não sabia ainda todo o significado dela, mas já sentia o que ela podia provocar em mim. A primeira grande saudade experimentei com oito anos quando perdi o primeiro ente querido da minha família, minha avó. Quando a vi ali no caixão, comecei a entender que ela nunca voltaria, e que por muito tempo, saudade seria apenas o que me ligaria a ela, uma saudade sem a chance do reencontro, sem a possibilidade de ser amenizada. Ainda hoje quando me lembro dela, é a saudade que primeiro chega e se coloca ao meu lado sem dizer uma palavra se quer. E eu apenas olho para ela ali ao meu lado, a trago para bem perto de mim e a mantenho assim, presa num abraço forte, e por alguns momentos assim ficamos como se fôssemos apenas um, eu, a saudade e as lágrimas.
Com o tempo fui descobrindo novas nuances da palavra saudade. Saudade dos meus amigos de infância, das brincadeiras inocentes na rua, e principalmente saudade da inocência que ficou perdida ao longo do caminho, dos sonhos que cultivei e nunca os realizei. Oh tempo bom que não volta mais! São apenas lembranças, de saudade e alegria, momentos verdadeiramente especiais. Flashback de uma doce nostalgia.
Saudade é um sentimento engraçado. É uma mistura curiosa entre alegria e tristeza, amor e sofrimento. É um calorzinho gostoso no coração, é uma demonstração de afeto particular e egoísta. É um sentimento engraçado. Não há nada mais difícil que se despedir das pessoas as quais amamos e que gostariamos que elas permanecessem sempre ao nosso lado
Mas o fato é só um… estou com saudade.
2 comentários:
Saudade é nome de lembrança boa.
Abraços.
Adorei!
Postar um comentário